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Chapas que concorrem à presidência da Aciu têm integrantes investigados por fraudes em licitações
Celso Zolim, da “Unidos por Umuarama” é réu em processo criminal denunciado pelo Gaeco. Thiago Ronqui, da “Avante Umuarama” está na mira do Ministério Público por superfaturar Coffe break na Prefeitura de Umuarama.
Parte da denúncia do Gaeco que virou processo criminal onde Celso Zolim é réu e pode parar na cadeia
A eleição para a presidência de uma das maiores associações comerciais do Noroeste do Paraná, a Aciu de Umuarama, corre o risco de ser adiada ou suspensa até que a bagunça seja resolvida. A votação está marcada para esta quarta-feira, 4, das 9 às 17 horas. As duas chapas registradas possuem integrantes que respondem processos na Justiça por crimes de licitação. De ambos os lados há membros com BOs “nervosos” no Gaeco de Cascavel e no Ministério Público de Umuarama.
O primeiro é José Celso Zolim, registrado como candidato a 2º vice-presidente na chapa “Unidos por Umuarama”. Essa chapa tem como candidato a presidente Miguel Fuentes Romero Neto, diretor da Sorveres Guri. Celso Zolim, que já presidiu a Aciu em oportunidades anteriores, é réu em processo criminal que tramita em Iporã (autos 0003189-13.2019.8.16.0094 apenso aos autos 0001859-15.2018.8.16.0094).
De acordo com o Gaeco, Núcleo de Cascavel, em denúncia apresentada dia 29 de outubro de 2019, assinada pela combativa Promotora de Justiça Juliana Vanessa Stofela da Costa, o empresário Celso Zolim, diretor da Materiamil, junto com João Pedro Gea Maruche (na época secretário de licitações de Iporã), Altair Alberto Wiederkehrs (representante da empresa Supercoluna Indústria de pré-moldados), Adriano Marques Dias (representante da Nippon Iron & Stell), Ademar Pawlowski (representante da Minerpal Palotina), Paulo Cesar Mantelatto (representante Tevere S/A) e com Roberto da Silva, o Robertinho, prefeito de Iporã de 2017 a 2020, participaram, com ciência da ilicitude, voluntária e deliberadamente mancomunados, da elaboração de licitação fraudada em seu caráter competitivo, mediante o ajuste entre todos, para obtenção de vantagem decorrente da adjudicação do objeto às empresas dos réus.
O Gaeco aponta que houve a montagem pura e simples do procedimento licitatório número 63/2018, pregão presencial 33/2018, vez que inexistiu concorrência entre as empresas, mas uma simulação integral do procedimento. Nem parecer jurídico houve, que dirá a sessão de julgamento do pregão. Consulta ao portal da transferência de Iporã revela que a licitação fraudulenta foi de R$ 1.896.374,20. Atualmente o processo está para audiência de instrução e julgamento.
O segundo é Thiago Ronqui, candidato a membro do conselho fiscal na chapa “Avante Umuarama” que tem como candidato a presidente Clóvis Bruno Filho, franqueado do O Boticário. Thiago Ronqui (T. Ronqui Distribuidora e Prestadora de Serviços e Fraw Distribuidora), o Mercado Ronqui, é investigado pelo Ministério Público de Umuarama por fraude em licitações. A treta é o esquema que ficou conhecido como o “Mercado Ipiranga de Umuarama”, que na gestão de Celso Pozobom vendia para a Prefeitura de ripão a placa vibratória. Em 2019 foi objeto de denúncia dos vereadores Ana Novaes, Deybson Bitencourt, Jones Vivi e Mateus Barreto. Também ficou conhecido como o “Coffe break” da secretaria de Saúde – uma “pausa para o café superfaturado”. Entre os produtos estavam refrigerante Rio Branco mais caro do que Coca-Cola.
O inquérito civil 0151.19.008726-3 Redmine 85.662 está sendo conduzido pelo valente Promotor de Justiça Fábio Hideki Nakanishi, da 5ª Promotoria da Comarca de Umuarama. A investigação tem participação do CAEx (Centro de Apoio Técnico à Execução), NATE (Núcleo de Apoio Técnico Especializado) e da 8ª URATE (Unidade Regional de Apoio Técnico Especializado) do Ministério Público.
Relatórios de auditoria do MP revelam que o superfaturamento dos produtos adquiridos pelas empresas de Thiago Ronqui totaliza R$ 26.883,42. “Preços de Itú” foram pagos em bolos, esfirras, pão de queijo, empadas e até refrigerantes. Este último, por exemplo, da marca Rio Branco, custou mais caro do que Coca-Cola. Atualmente o inquérito está em carga com o promotor Nakanishi para manifestação.
Bom exemplo
Acreditamos que a Aciu, através de sua presidência e diretoria jurídica, tome providências para não manchar a credibilidade da associação. A Aciu pode sofrer debandada de associados, crucial à instituição. Hoje a Aciu é uma das maiores agremiações de apoio ao comércio e a indústria da região Noroeste.
Anderson Spagnollo
Da Redação
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